sábado, 24 de setembro de 2011

A arte de trabalhar pneus de Wim Delvoye

Certamente, a maioria das pessoas quando pensa em objectos de decoração,  pensa em tudo menos em pneus de carros.
Pelo seu tamanho, peso, formato e até o material que os constitui, não é fácil imaginar um pneu suspenso do tecto ou fixo numa parede, ou até a fazer de sofá ou mesinha de sala.
Isto, era o que eu pensava até ver estes pneus entalhados pelo artista Wim Delvoye.
Não faço ideia quanto tempo ele precisou para fazer todos aqueles entalhes tão requintados mas, não foi obra para um dia, nem uma semana e nem provavelmente um mês.
Aquela riqueza de pormenores elevou os pneus a um outro patamar de sofisticação e, eu consigo imaginá-los como parte da decoração de um jardim exótico, por exemplo.
Outros locais de exposição haverão de certeza porque uma obra de arte como esta merece ser vista e apreciada.












terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como fazer um colete com um lenço

video

Fonte: Oficina de Estilo

Ups, esqueci-me da criança !

Ups, esqueci-me da criança!

9/20/2011

Por Raquel LitoFalava, falava, falava, sem esperar resposta. Fátima Fernandes, professora, 40 anos, estava entretida com a própria conversa, enquanto conduzia o Ford Escort azul, e por isso não estranhou o silêncio da filha mais nova, nem olhou para o banco de trás. Só depois de ir buscar a mais velha, Sofia, de 12 anos, à Alliance Française, na Lousã, às 20h, comentou: “A tua irmã não responde?” Sofia olhou para o banco de trás e deu-lhe então a notícia: a irmã Raquel não estava lá.

Fátima conduziu calmamente até casa, em Miranda do Corvo. Tinha a certeza de que a encontraria pelo caminho. E ao fim de meia hora, numa noite de geada, em Janeiro, viu Raquel, de 8 anos, que a aguardava, furiosa. Tinha andado dois quilómetros pela serra, ainda lhe faltavam seis para chegar a casa. Hesitou na bifurcação, debaixo de um candeeiro. “Tive medo, mas sabia que haveria de encontrar a minha mãe”, diz à SÁBADO.
Quando saíam da casa da avó materna, Fátima pediu a Raquel que a ajudasse a fazer a manobra fora do carro. Só que depois arrancou e nem olhou para trás. Raquel não quis preocupar a avó e decidiu ir sozinha para casa.
Fátima considera-se uma mãe zelosa e até conta histórias que provam que não foi a única a ter um esquecimento destes. Por exemplo, a do casal conhecido que, atarefado a carregar o carro para uma viagem à Mealhada, deixou para o fim a alcofa do bebé de 4 meses. Partiram os dois de Bragança e pararam no Porto, para a mãe amamentar. Foi nesse momento que perceberam que o bebé não estava. O pai exaltou-se, a mãe tentou manter a calma e conduziu para casa. Quando lá chegaram, a criança estava a chorar, com fome.

Num ateliê de tempos livres, no Alto de Santo Amaro, a auxiliar Anabela Monteiro, de 48 anos, teve de resolver uma situação bizarra: quando o espaço encerrou, nem a mãe nem a avó apareceram para levar a miúda de 8 anos – a avó pensou que a mãe tivesse ido buscá-la e vice-versa. A funcionária levou a criança para sua casa e deixou um recado à porta da escola, com a sua morada. Às 22h, apareceram as duas, a pedir desculpa.
Também já houve um caso inverso, com um casal que devia ter levado o filho de 8 meses para a creche às 9h. Mas às 13h, quando conversaram, concluíram que nenhum tinha transportado o bebé. “Foram para casa a correr, a passar sinais vermelhos”, conta o pediatra Libério Monteiro.
Um médico de um hospital de Lisboa, pai de cinco filhos, subiu à sua casa no 8.º andar e sentou-se extenuado no sofá. Tinha estado de banco durante 24 horas e fora buscar o filho de 3 anos ao infantário. Ao fim de 15 minutos sentado, deu pela falta do filho. Tinha-o deixado no carro. “Até falou aos colegas do episódio, que só aconteceu uma vez”, conta o psiquiatra José Neves Cardoso.

Só que uma distracção pode bastar. Em 2010, um bebé de 9 meses morreu em Aveiro, fechado no carro do pai, que foi trabalhar e esqueceu-se de levar a criança ao infantário, deixando-a ao sol durante três horas. Em Portugal não há estudos sobre estes acidentes, mas nos Estados Unidos calcula-se que haja 15 a 25 casos idênticos por ano, segundo o artigo Distracção Fatal, publicado a 8 de Março de 2009 no jornal Washington Post, e que venceu o Pulitzer 2010 na categoria de Reportagem Especial. As mortes dão-se por hipertermia (aumento excessivo da temperatura do corpo) e acontecem mais na Primavera e no Verão. Por isso, a organização sem fins lucrativos Kids and Cars defende a criação de uma lei para a existência de sensores no banco de trás que fazem disparar um alarme quando é detectado um peso, depois de o condutor tirar a chave da ignição.
Esquecer os miúdos durante uns minutos não é difícil. Aconteceu com um divorciado que levou as filhas, de 9 e 7 anos, e dois sobrinhos a almoçar ao Centro Comercial Vasco da Gama, no Parque das Nações, em Dezembro de 2010. Seguiram para o cinema, onde ficaram em lugares separados. O programa terminou com um susto: no parque de estacionamento o homem reparou que lhe faltava o sobrinho de 9 anos. Voltou ao centro comercial e encontrou-o facilmente.

Bem mais teve de esperar uma miúda de 3 anos, levada às urgências do hospital de Águeda pelos bombeiros, às 15h. O enfermeiro Jorge Almeida lembra o caso, muito comentado no serviço de pediatria, onde a miúda ficou à espera dos pais. Estava assustada, mas bem. Só não sabia dizer onde morava. A mãe apareceu às 20h, com uma desculpa estranha: “Pensávamos que tínhamos deixado a menina em casa da avó.” Na verdade, tinham-se esquecido dela nuns escorregas junto a uma feira de leitão.
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Nota : Isto lembra-me algo semelhante... o abandono e "esquecimento" de idosos.
Todos os anos na época das férias e do natal também muita gente "se esquece" dos idosos nos mais variados lugares, particularmente nos hospitais onde depois até dão moradas falsas e desligam os telefones quando são avisados que o familiar idoso já teve alta.


Salvo as devidas excepções, parece este ser o reflexo da nova sociedade em que nos tornámos.
Egoístas, irresponsáveis, pouco solidários e sem nenhuma consideração pelos outros seres, sejam humanos, sejam animais porque estes, também não ficam de fora desta "amnésia" geral.



Sofá

Não gosta de estar sempre sentado/a na mesma posição ?
Então este é o sofá ideal para si :-)


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