sábado, 7 de maio de 2011

Vídeo - Resposta a dúvidas da Finlândia sobre Portugal

Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais, apresentou inesperadamente no encerramento das Conferências do Estoril, um vídeo sobre Portugal como resposta às dúvidas da Finlândia relativas ao empréstimo de dinheiro por parte da Comissão Europeia.

 'O que os finlandeses não sabem sobre Portugal' foi apresentado perante os olhares atentos de figuras internacionais como o Nobel egípcio Mohamed ElBaradei, o jornalista norte-americano Larry King, o economista Francis Fukuyama ou o antigo primeiro-ministro francês Dominique de Villepin.

Antes do encerramento das conferências, Carlos Carreiras mostrou o seu descontentamento: "Generalizam sobre nós mas não sabem quem somos". 

O vídeo, para além de falar da história de Portugal, apresenta também dados actuais: 

"Temos mais telemóveis do que habitantes. 60% são Nokia [marca finlandesa]". 

O vídeo é este : 
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As respostas mais engraçadas dadas em provas

As respostas mais engraçadas dadas em provas


Pergunta: Cite três marcos do império romano.
Resposta: Marco Antônio, Marco Aurélio e Marco Pólo.

Pergunta: Por que D. Pedro fez o Grito da Independência?
Resposta: Porque não havia microfone.

Pergunta: Quais são os polos da Terra?
Resposta: Polo Norte, Polo Sul e Polo Aquático.

Pergunta: Explique o que é densidade.
Resposta: É o mesmo que velhice. Densa idade.

Pergunta: Qual foi a principal invenção de Santos Dumont?
Resposta: O time do Pelé, o Santos.

Pergunta: Explique o que é o meridiano.
Resposta: Meridiano, é aquele que já passou do comeciano e ainda não chegou no finiano.

Pergunta: Qual a diferença entre heterogêneo e homogêneo?
Resposta: Como o nome diz, heterogêneo é hetero e homogêneo é gay.

Pergunta: Explique o homossexualismo?
Resposta: Temos que acaber com o preconceito, porque o homossexualismo não é uma doença, mas ninguém quer pegar.

Pergunta: O que são animais vertebrados e invertebrados?
Resposta: Vertebrados são animais que tem dentes, já os invertebrados não tem dentes (exemplo: a galinha)

Pergunta: O que são sinônimos?
Resposta: Sem nônimos, são pessoas que não têm nome. Exemplo: Pelé.

Pergunta: Qual o meio de transporte mais usado no deserto da Arábia Saudita?
Resposta: O tapete.

Pergunta: Dê um resultado positivo dos enterros.
Resposta: Depois da invenção dos enterros, os mortos passaram a viver melhor.

Pergunta: Explique o que é ser ateu.
Resposta: Ser ateu é crer que não há nada para crer.

Pergunta: Escreva algo sobre a Segunda Guerra Mundial.
Resposta: Na Segunda Guerra Mundial, toda criança que nascia morta era sacrificada.

Pergunta: Para que serve a biologia?
Resposta: A biologia serve para estudar o homem em que vivemos.

Pergunta: O que são sílabas?
Resposta: Sílabas são notas musicais, sí, lá e bá.

Pergunta: A arquitetura barroca se destacou aonde?
Resposta: A arquitetura barroca se destacou em seus edifícios verticais, e alguns horizontais.

Pergunta: Explique o que é alfa e beta.
Resposta: Os alfas e os betas foram as primeira sociedades do mundo.

Pergunta: Explique o surgimento dos continentes.
Resposta: Ah, isso tem muita explicação, mas não me lembro de nenhuma agora..

Pergunta: Por que o Brasil não cresce mais?
Resposta: O Brasil não cresce mais, porque como diz o poeta, está deitado em "berço estreito"

Pergunta: O que significa abiscoitar?
Resposta: Roubar o mesmo biscoito duas vezes.

Pergunta: O que significa frustrado?
Resposta: Pessoa que se alimenta exclusivamente de frutas.

Pergunta: O que é um hidro-avião?
Resposta: Avião que voa debaixo da água.

Pergunta: O que significa axila?
Resposta: Nome científico do orgão sexual feminino.

Pergunta: O que é um triângulo?
Resposta: Um objeto quadrado usado quando se fura o pneu na estrada.

Pergunta: O que significa percalço?
Resposta: Menino rico. O contrário de menino pobre que é descalço.

Pergunta: O que é um sismógrafo?
Resposta: Aparelho que quando cisma, impede terremotos.

Pergunta: Quem foi Hermes?
Resposta: O criador da Hermes Genital.

Pergunta: Quem eram as bandeirantes?
Resposta: Bandeirantes eram as mulheres que ficavam segurando as "bandeira" enquanto os "home" iam chafurdar na Guerra.

Pergunta: O que foram as "Diretas Já"?
Resposta: "Diretas Já" foi uma campanha contra as curvas nas estradas.

Pergunta: O que foi o dia 7 de Setembro?
Resposta: 7 de Setembro foi o dia da Reclamação da República.

Pergunta: O que se entende por eletrodo?
Resposta: Nada.

Pergunta: Onde o sol nasce e põe?
Resposta: O sol nasce no nascente e desce no decente.

Pergunta: Escreva um ponto positivo da Terra.
Resposta: A Terra é um dos planetas mais famosos do mundo.

Pergunta: Quais são os índios da América que mais se destacam?
Resposta: Entre os índios da América destacam-se todos.

Pergunta: Qual a capital de Portugal?
Resposta: A capital de Porugal é Luiz boa.

Pergunta: Quais são as principais cidades da América do Norte?
Resposta: As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.

Pergunta: Como é o clima de São Paulo?
Resposta: O clima de São Paulo é assim. Quando faz frio é inverno, quando faz calor é verão, quando tem flores é primavera, quando tem frutas é outono, e quando chove é inundação.

Pergunta: Você saberia me dizer o nome de um ministro italiano?
Resposta: Naum

 

Guia para mulheres entenderem o funcionamento de um computador

Falar inglês - Quem tramou PeterPan

Num casting para um programa da RTP1, intitulado " Quem tramou Peter Pan", esta menina destacou-se pelo seu à vontade em improvisar.
Ora veja o desempenho dela :

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Carta a uma amiga

Amiga:
Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro.

Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento.
Ficou uma gracinha, mas estou exausta.
São dez da noite e já estou pregada.

Segunda-Feira:

Cheguei na firma e já adorei.
Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta.
Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno.
Lindooooo! Estou apaixonada.
Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora.
Ele desceu no andar da engenharia. Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo.
Até o meu chefe foi super delicado.
Estou maravilhada com essa cidade.
Cheguei em casa e comi comida enlatada.
Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.

Terça-Feira:

Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de quem falei?
Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador.
Fiquei sem ação e baixei a cabeça.
Como sou burra!
Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime.
Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta.
Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, legumes e chás.
Resolvido! Estou de dieta.

Quarta-Feira:

Acordei com dor-de-cabeça.
Acho que foi a folha de alface ou o biscoito do jantar.
Preciso manter-me firme na dieta.
Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana.
Ah! O nome dele é Marcelo.
Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho.
Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou.
Estou progredindo, né?
Como faço para me insinuar sem parecer vulgar?
Comprei um vestido dois números menor que o meu.
Será a minha meta.

Quinta-Feira:

O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador.
Seu sorriso iluminou tudo!
Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: 'U-hum'...
Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: 'U-hum'.
Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: 'U-hum'.
Então ele perguntou se eu só sabia falar 'U-hum' e eu respondi: 'Ã-hã'.
Será que fui muito evasiva?
Será que eu deveria ter falado um pouco mais?
Ai, amiga! Estou tão apaixonada!
Estou resolvida!
Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana.
Quanto ao resto, bem...ando com muita enxaqueca.
Acho que vou quebrar meu regime hoje.
Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.

Sexta-Feira:

Amiga!
Estou arruinada!
Ontem à noite não resisti e me empanturrei.
Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba.
Menina, saí de casa que parecia um caminhão de lixo.
Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!).
No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava.
Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: 'Aí! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!'
Uma senhora gorda foi responsabilizada.
Todo mundo olhava para ela, tadinha.
Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro.
O meu maior medo era prender e sair um barulhento.
Eu estava morta de vergonha.
Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta.
Aproveitei e soltei mais um.
O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: 'Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!'.
Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô.
Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou.
O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: 'Pó, dona Maria! Esse pastel tá bichado!'
Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada.
Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse.
Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar.

Já no terceiro andar ficamos sozinhos.
Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido.

Pensei rápido demais.

O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram.
Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu.
Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira.
Era assim mesmo,logo a luz voltaria, não precisava se preocupar.
Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.

Amiga, juro que tentei prender.

Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar.
Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar.
Já se imaginou numa situação dessas?
Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou.
Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal.
Disse para ele que eu era claustrófobica.
Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior.
O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada.
Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto.
Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador.
Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.
Ele ficou lá, no canto, impávido.
Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro.
Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência.

Coitado!

Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho.
Quando a catinga dissipou, ele se acalmou.
As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos.
Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: 'Meus olhos também estão ardendo...'
Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito.
Aquilo me magoou profundamente.
Pensei: 'Ah, é, FDP? Então acabou a respiração cachorrinho...'
Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó.
No segundo, enrolou a cabeça.
No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo.
No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: 'Mulher! Pára de se cagar!'.
Depois disso ele só chorava.
Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois.

Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.

Apague este e-mail depois de ler, tá?
Sua amiga.
~*~*~*~*~*~*~*~
 Autor : J. Miguel
Outros textos do mesmo autor podem ser consultados aqui : http://www.escrita.com.br/leitura.asp?Texto_ID=122

Mundo de Xadrez


“Nestes últimos dias, o mundo está a parecer-se com um jogo de xadrez:
Sexta-feira só se falava do rei e da rainha.
Domingo beatificaram o bispo.
Depois deram xeque-mate em quem derrubou as duas torres.
E eu aqui de peão, trabalhando que nem um cavalo...”

~*~*~*~
__._,_.___

Querem a verdade? Ei-la.

CEM POR CENTO
22/Abril/2011
Nicolau Santos
nsantos@expresso.impresa.pt

“TEMOS PELA FRENTE UM AJUSTAMENTO A DEZ ANOS EM QUE A CLASSE MÉDIA EMPOBRECERÁ.
HAVERÁ UM SENTIMENTO GENERALIZADO DE DERROTA E DESISTÊNCIA”.

Querem a verdade? Ei-la.

Neste período pré-eleitoral, não há político ou comentador que não diga que é preciso dizer a verdade aos portugueses sobre o futuro que os espera. 
E quando alguém sugere que a última coisa que se pode tirar a uma pessoa desesperada é a esperança, é imediatamente cilindrado pelos actuais paladinos da verdade nua e crua acima de tudo.
Se toda a gente dissesse, em cada momento, toda a verdade sobre tudo.
O mundo seria um lugar perfeitamente insuportável. 
Mas se querem toda a verdade, vamos a ela. 
E a verdade é que temos pela frente um ajustamento que vai durar dez anos, durante os quais a classe média empobrecerá paulatinamente sob o aumento do peso dos preços e dos impostos, do crescimento do desemprego e da precariedade, nas relações laborais, da falta de oportunidades e de horizontes. 

Trocar de carro de quatro em quatro anos? Esqueça. 
Viagens a sítios exóticos nas férias? Esqueça. 
Jantar fora uma ou duas vezes por semana? Esqueça. 
Gastar em medicamentos não essenciais? Esqueça. 
Comprar livros, CD e DVD com regularidade? Esqueça.  
Ir ao cinema com frequência? Esqueça. 
Assinar a Sport TV, canais de filmes e outros pacotes televisivos? Esqueça. 
Pagar as quotas para o seu clube do coração? Esqueça.
Comprar com regularidade uns camarões, uns patés, uns bons vinhos lá para casa? Esqueça. 

Alugar uma casinha no campo ou na praia? Esqueça. 
Aumento de ordenado e das poupanças no banco? Esqueça. 
Um bom emprego para os filhos que tiraram um curso superior? Esqueça.
Se querem ganhar a vida de forma compatível com os estudos que fizeram, é melhor emigrarem.

O mais dramático é que chegámos aqui não por um acaso, mas por uma tendência perfeitamente clara e definida. 

Entre 1960 e 197O, o crescimento médio do PIB (ou seja, da riqueza criada pelo país) foi de 7.5%.
Entre 1970-80 esse valor caiu para 4,5 %. Na década 80-90, a descida continuou: 3,2%. Entre 1990 e 2000, novo abrandamento: 2,7 %.
E entre 2000 e 2009,o crescimento médio reduziu se a uns pindéricos 0,7 %. 

Pior um pouco se olharmos para o futuro. 


Em 2012, segundo o FMI, seremos o único país do mundo em recessão (-0,5 %).
E entre 2011 e 2016 seremos o país com o crescimento mais lento do mundo, com apenas 0,4% em média. 

Ah, querem mais verdade?

 
Estas projecções foram feitas ainda sem ter em conta o novo pacote de austeridade que vamos ter de suportar para que a troika EU/BCE/FMI nos emprestem 100 mil milhões até 2013.
Ou seja, os números (ver págs. 10 e 11 deste caderno) serão ainda piores.
E com estas taxas de crescimento, será muitíssimo mais difícil senão quase impossível – resolver os desequilíbrios macroeconómicos. 

A taxa de desemprego?
Vai provavelmente ultrapassar os 15%.
As nossas reformas? 
Depois da imposição de um teto máximo, vão ser meramente simbólicas em dez anos. 

As despesas públicas com saúde? 
Vão cair fortemente.

Vamos pagar cada vez mais pelos medicamentos. 

Com isto, os indicadores sociais (natalidade, mortalidade, esperança de vida) vão degradar-se e regredir. 

As cidades vão estar menos bem cuidadas. 

A insegurança e violência vão crescer. 

Haverá um sentimento generalizado de derrota e desistência.
Esta é a nudez forte da verdade. 

Não é bonita.
E ninguém ganha eleições a expô-la nua e crua na praça pública.

Cientistas transformaram gordura má em gordura boa




Cientistas dizem ter encontrado uma maneira de transformar gordura corporal num melhor tipo de gordura que queima calorias e promove a perda de peso.
A equipe americana de Johns Hopkins fez a descoberta em ratos, mas acredita que o mesmo poderia ser feito em seres humanos, oferecendo a esperança de uma nova maneira de tratar a obesidade.

Modificando a expressão de uma proteína ligada ao apetite não só reduziu o consumo dos animais de calorias e de peso, mas também transformou a sua composição de gordura.

Gordura "má" branca tornou-se em gordura "boa".

A gordura marrom é abundante em bebês, que usam como fonte de energia para gerar calor corporal, gastando calorias, ao mesmo tempo.

Mas à medida que envelhecemos a nossa gordura marrom desaparece em grande parte  e é substituída por gordura "má" branca, que normalmente se sente como um pneu sobressalente em torno da cintura.

Especialistas acreditam que estimular o organismo a produzir mais gordura marrom em vez de gordura branca poderia ser uma maneira útil de controlar o peso e prevenir a obesidade e os problemas relacionados com a saúde, como diabetes tipo 2.

Várias pesquisas procuraram uma maneira de fazer isso, e agora certos pesquisadores afirmam que podem ter conseguido. Eles planearam uma experiência para ver se suprimir uma proteína estimulante de apetite, chamada NPY, diminuiria o peso corporal em ratos.

Sem a NPY a trabalhar no cérebro dos ratos, eles diminuiram o apetite e a ingestão alimentar. Mesmo quando eles foram alimentados com uma dieta muito rica em gordura, conseguiram manter mais o peso do que ratos que tinham pleno funcionamento da NPY.

Os cientistas compararam então a composição da gordura dos ratos e encontraram uma mudança interessante: sem a expressão da NPY, um tanto da gordura ruim branca tinha sido substituída pela gordura marrom boa.

Os pesquisadores têm esperanças de que isso possa ser possível nos humanos, também.
Através da injeção de células-tronco de gordura marrom sob a pele, para queimar a gordura branca e estimular a perda de peso, o mesmo efeito pode ser alcançado.

Claro que mais pesquisas são necessárias antes de confirmarem essas suspeitas, mas a nova abordagem pode ser um caminho viável para desenvolver novos tratamentos para a obesidade.

[BBC]

Estilista transforma lixo em peça de alta costura


A estilista Nancy Judd utiliza lixo reciclado para criar diversas peças de roupas para sua coleção da entidade Passarela Reciclada, que ela apresenta em aeroportos, salas de aula e outros lugares de exibição alternativos nos Estados Unidos.

“Eu revirar o lixo – algo que as pessoas querem empurrar para longe e não pensar mais nisso – e transformá-lo em algo elegante”, conta Nancy Judd.

Ela começou a entidade de educação ambiental chamada de Passarela Reciclada em 2007 e passou a criar roupas da moda a partir de material reciclado, captando assim a atenção da mídia e, consequentemente, de milhões de pessoas.
Cada uma de suas obras é uma peça única de arte que leva entre 100 e 450 horas para ser confeccionada, mas dura pelo menos 100 anos e inspira o público para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.
Nancy Judd cresceu em Portland, Oregon, e embora já costurasse e desenhasse roupas e jóias desde pequena, ela nunca se sentiu atraído para a indústria da moda.

“Ela cria uma enorme quantidade de resíduos, e ainda há várias questões de justiça social”, diz.

De fato, ela recusou um lugar no reality show Project Runway, porque diz estar perfeitamente feliz com seu próprio projeto, Passarela Reciclada.
Nancy tem trabalhado na área de reciclagem por um longo tempo, mas foi através da moda que ela conseguiu atrair a atenção das pessoas e transmitir importantes mensagens ambientais para o mundo.
A cada temporada, Passarela Reciclada cria belos vestidos de alta costura amigos do meio ambiente a partir de materiais reciclados, como latas de refrigerante usadas, correspondência velha e fitas cassetes antigas.
Nancy espera inspirar as pessoas a mudar suas decisões sobre comida, consumo, transporte, reciclagem e reutilização.



(O primeiro traje é de fitas cassetes velhas.
O segundo é de parafusos enferrujados, o terceiro é de cacos de vidro, o terceiro é de propagandas descartadas e o último é de latas de alumínio.

[OddityCentral]

terça-feira, 3 de maio de 2011

Reflexos














Nicolau Maquiavel

Ao ler estes mandamentos de Maquiavel acentuei a minha certeza de que os políticos actuais não são tão estúpidos quanto parecem.
Uma obra pelo menos eles leram e aprenderam-na na ponta da língua para aplicarem dela o que melhor lhes convém para "governarem" o país.



No dia 3 de Maio de 1469, faz hoje precisamente 542 anos, nasceu em Itália Nicolau Maquiavel, um homem  que, ao longo da sua vida se tornou filósofo, escritor e político.

Também desempenhou várias missões diplomáticas na Itália, na França e na Alemanha.
Mais tarde, foi exilado e escreveu a obra O Príncipe, uma espécie de manual sobre a arte de governar.



O Príncipe

A obra de Nicolau Maquiavel relata meios de se alcançar o poder e de se manter no mesmo quando este for alcançado.
O autor elabora no livro teorias e prova a realização da mesma por fatos históricos, apontando onde cada príncipe acertou e como deveria ter agido em caso de erro.
No livro existem lições muito importantes para um príncipe, como a de que é preferível ser odiado a amado, pois quando amado e tudo vai bem ele terá vários amigos, mas quando houver algum problema todos deixarão de apoiá-lo, sendo que o temor de uma punição faz os homens pensarem duas vezes antes de trair seus líderes.
Defende também a idéia de que o príncipe não precisa necessariamente ter qualidades, mas que deve deixar parecer ao povo que ele as tem, já que às vezes é preciso que ele haja contra essas, de que não se deve dar motivos para o povo odiá-lo e de como o príncipe deve agir diante das finanças, que é melhor ser visto como miserável do que gastador, entre outras lições.

A teoria de Maquiavel torna-se interessante por não ter vínculos éticos, morais e religiosos.
Ele mesmo apoia hora o bem, hora o mal e diz que a conduta do príncipe deve ser de acordo com a situação.
Isto leva à reflexão de que o ser humano está sempre em transformação e que não se deve manter o pensamento fixo, uma vez que tudo a sua volta está em transformação.
Ainda no livro é que surge a famosa teoria de que os fins justificam os meios, que apesar de não ser apresentada com estas palavras é nele formulada e significa que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade.

Estas e outras lições são analisadas por Maquiavel historicamente e com isso ele presenteia Lorenzo II de Médicis, que pertencia a uma das famílias mais importantes da Itália, considerando a coisa mais preciosa que poderia ser dada por ele a um príncipe, que merecia o melhor.
Apesar de a leitura ser cansativa, é obrigatória para todos que são líderes, e tem que controlar e satisfazer um grande número de pessoas.
Por ser um volume antigo os exemplos dados por Maquiavel também o são, porém as lições que ele ilustra muito bem, essas serão sempre atuais e aplicáveis.

Os dez mandamentos de Maquiavel

Ele escreveu dez curiosos mandamentos que se tornaram célebres:

1-Zelai apenas pelos vossos interesses.

2-Não honreis a mais ninguém além de vós.

3-Fazei o mal, mas fingi fazer o bem.

4-Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes.

5-Sede miseráveis.

6-Sede brutais.

7-Lograi o próximo toda vez que puderdes.

8-Matai os vossos inimigos e, se for necessário, os amigos.

9-Usai a força em vez da bondade ao tratardes com próximo.

10-Pensai exclusivamente na guerra.

domingo, 1 de maio de 2011

Carta aberta.... Português escreve aos finlandeses: «Já vos ajudámos»

Embora já tenha colocado aqui uma outra carta aos Finlandeses, esta merece também todas as honras de ser divulgada e bem. porque são  homens como estes que nos fazem sentir pessoas melhores.

O mundo tem destas coisas e a vida dá muitas voltas.

Há 70 anos Portugal ajudou a Finlândia «com víveres e agasalhos», o país vivia dias difíceis durante a «Guerra do Inverno com a Rússia».
E foi essa «ironia do destino traçada pela História» que levou o jornalista português, Hélder Fernandes, a escrever uma carta ao povo Finlandês para lhes relembrar o passado.

A sua motivação foi sobretudo «o sofrimento, a falta de alegria e confiança no futuro, o desalento e o desespero dos portugueses e portuguesas que genuinamente se esforçam para fazerem de Portugal um bom país para se viver.
Essas são as vítimas inocentes do destino para que foram jogados pela irresponsável governação de uma classe política que há 25 anos anda a trazer para o nosso país mundos e sobretudo fundos comunitários de ajuda».

E se, por enquanto, a classe política da Finlândia não reagiu às suas palavras, dois diplomatas portugueses «estacionados no Norte da Europa» já telefonaram ao autor da crónica para o felicitar.

Mas aqui, mais do que conhecer intenções ou motivações, interessa ler o que os finlandeses leram e, talvez, sentir orgulho no que o povo português tem de melhor.


Carta aberta ao Povo Finlandês.



Encontrei por bem contar aqui os pormenores de uma história que, por muito que pareça pertencer ao passado, tão facilmente nos lembra a todos das travessuras partidas de que a História é capaz de pregar.

E por muito incompreensível que possa parecer, as travessuras e partidas que a História às vezes prega, surpreendem em especial aqueles com a memória mais curta.

O local foi Lisboa, e o ano, 1940, mais concretamente o trigésimo nono dia após o final da primeira e heróica guerra combatida pelo perseverante povo Finlandês contra a tentativa estrangeira de apagar a vossa pequena nação do mapa dos países livres e independentes da Europa.

A Guerra do Inverno na qual a Finlândia contrariamente ao que todos julgavam poder ser possível derrotou o bolchevismo o imperialismo Russo, teve na altura um impacto muito maior do que o que julga hoje a maior parte dos finlandeses.

Os gritos de sofrimento e os horrores da primeira guerra Russo-Finlandesa e os terríveis sacrifícios impostos ao vosso pequeno país, comoveu e tocou o coração do povo Português no outro longínquo canto deste velho continente chamado Europa.

Talvez fosse por causa de um sentimento de irmandade, ou mesmo de identificação com os sacrifícios para que uma outra nação pequena e periférica acabava de ser atirada...mas a ânsia de ajudar a Finlândia rapidamente emergiu entre os portugueses, tão orgulhosos que são hoje quanto orgulhosos eram então dos valores da independência e da nacionalidade.

A nação europeia com as fronteiras mais estáveis e com a paz mais duradoura de todas, não podia permitir-se, e não permitiu, permanecer no conforto da passividade de nada fazer relativamente ao destino para o qual a Finlândia tinha sido atirada, confrontada que esta estava com o perigo iminente de se tornar em apenas mais uma província Estalinista. Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista.

Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres, analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos e cheios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequenino conseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.

Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aos milhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si mais modestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis: cobertores, casacos sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arroz cultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses.

As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados.

Num extraordinário gesto de gratidão, o Sr. George Winekelmann, que era o então representante diplomático da Finlândia em Lisboa e Madrid, publicou um apontamento na primeira página do prestigioso jornal "Diário de Noticias" para agradecer ao povo Português a ajuda e assistência prestadas à Finlândia no mais difícil de todos os inconsoláveis tempos. O bem-haja a Portugal foi publicado no vigésimo primeiro dia de Abril de 1940, há quase exactamente 70 anos neste dia presente que corre, e descreve que "Na impossibilidade de responder directamente a cada um dos inumeráveis testemunhos de simpatia e de solidariedade que tive a felicidade de receber nestes últimos meses, e que constituíram imensa consolação e reconforto moral e material para o meu país, que foi objecto de tão dolorosas provações, dirijo-me à Nação Portuguesa, para lhe apresentar os meus profundos e comovidos agradecimentos.

Nunca o povo finlandês esquecerá a nobreza de tal atitude.

Estou certo de que os laços entre Portugal e Finlândia se tornaram mais estreitos e que sobreviverão ao cataclismo do qual foi o meu país inocente vítima, contribuindo assim para atenuar as consequências de tão injustificada agressão".

Em virtude de um outro esforço de ajuda à Finlândia organizado por estudantes Portugueses, o Sr. George Winekelmann mais uma vez voltou à primeira página do mesmo jornal para, numa nota escrita no dia 16 de Julho de 1940, expressar o seu imenso agradecimento:

"O Sr. George Wineckelmann, ministro da Finlândia, esteve ontem no Ministério da Educação Nacional (…) a agradecer o interesse que lhe mereceram as crianças do seu país por ocasião do conflito com a Rússia (…) e o seu reconhecimento pela importante dádiva com que os estudantes portugueses socorreram os pequeninos da Finlândia".



Por irónico que seja, o nacionalismo e as formas pelas quais alguns Europeus escolhem para o expressar nos dias presentes, estão em completo contraste com o valor do conceito de Nação expresso há 70 anos por um país bem mais velho, e por um povo bem menos rico e bem mais analfabeto, quando confrontado com a luta pela sobrevivência de uma nação irmã, que é bem mais rica, bem mais instruída e….bem mais jovem.

Todos devemos ao passado a honra de não esquecer os feitos e triunfos daqueles que já não vivem. O conceito de verdadeiro nacionalismo não pode jamais ficar dissociado do dever de honrarmos o passado.

Ao cabo de 870 anos de História, por vezes com feitos tremendos e ainda maiores descobertas, um dos sucessos de Portugal como nação tem sido a capacidade de o seu povo unido e homogéneo, olhar serenamente de mãos dadas para lá do horizonte da sua terra, sem nunca ter medo dos desafios desconhecidos dos sete mares em frente, sem nunca fechar a ninguém as portas hospitaleiras e da amizade, e sem nunca fugir dos contratempos que possam defrontar-se-lhe na senda do seu destino.

Por mais irónico que seja, algo não parece bater certo quando a condição a que chegou a economia de um Estado de uma pequena nação, por maneira curiosa se torna talvez decisiva nas escolhas eleitorais tomadas por um povo de uma outra e ainda mais pequena nação, no outro canto tão longínquo da Europa.

Por mais que merecida ou desejável que possa ser, a recusa de auxiliar e ajudar uma nação dorida e testada pelos ventos de um cataclismo financeiro não é provavelmente o passo mais sábio de países unidos por espírito e orgulhosos de honrarem os verdadeiros intrínsecos valores de solidariedade e mútua amizade, em especial quando atormentados por adversidade e ventanias de crise.

Por mais corrupta que a sua elite se comporte, por mais desgovernado que o seu país ande, e por mais caloteiro que o seu Estado seja, os homens e mulheres comuns de Portugal, filhos e filhas e netos e netas daqueles que viviam há 70 anos atrás, sentem-se e são os reféns e vítimas inocentes de uma Guerra financeira que viram ser-lhes declarada contra os seus bolsos e carteiras, e que ameaça as suas honestas e modestas poupanças.

Mas não obstante confrontados nos agora tempos de hoje, em aparente insolvência e nas mais sozinhas de todas as suas horas, com o desespero e adversidade, eu estou confiante e seguro de que os Portugueses de hoje, mães e pais, agricultores, trabalhadores, padres e estudantes, e até mesmo crianças, de lés a lés naquele país se elevariam da consciência, a fim de mostrar os seus mais sinceros e genuínos sentimentos de nacionalismo e humildade para ajudarem e confortarem a Finlândia e o povo finlandês, se alguma outra vez cataclismo ou desastre batesse à porta da Finlândia e iluminasse a ideia obscura da extinção da heróica nação Finlandesa, tal como aconteceu há sete décadas passadas.

Todos nós podemos aprender com as pequenas e genuínas lições dos tempos que lá vão.
Hélder Fernandes
Correspondente da TSF
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