Foi por uma casualidade que assisti a este vídeo e fiquei impressionada com o potencial de transformação e benefícios que se podem obter com um projeto aparentemente tão simples de algo que normalmente não acreditamos que seja possível fazermos.
A ideia : Fazer Chover
Projeto: Fazer chover onde a chuva faz falta com apenas um avião e água potável em gotículas de tamanho controlado.
Imagine regiões de grandes secas no planeta.
Imagine barragens muito abaixo dos níveis de armazenamento de água.
Imagine culturas secas.
Imagine um incêndio florestal --- aqui em Portugal no verão é uma autêntica calamidade!
Imagine ... tudo o que poderia melhorar com uma simples chuvinha fresca e refrescante...
Recursos para fazer acontecer: Um avião, água potável e uma nuvem no céu.
Este, é o projeto da família Imai que o apresentou no TEDx de VilaMadáSalon, representado pela filha do inventor, Majory Imai.
Espero que tenham gostado e que não voltem a duvidar que, quando queremos, até chover, conseguimos fazer :-)
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domingo, 24 de novembro de 2013
domingo, 20 de novembro de 2011
Mapa Lunar
A equipe do LRO, ou Orbitador de Reconhecimento Lunar, produziu
o mapa da superfície lunar mais preciso já realizado até ao momento.
O novo mapa possibilita determinar os graus de inclinação de todos os principais terrenos geológicos da Lua numa escala de 100 m, além de determinar como a crosta lunar foi deformada, entender melhor a mecânica das crateras geradas por impactos e planear melhor futuras missões à Lua, tripuladas ou não.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/news/lro-topo.html
O novo mapa possibilita determinar os graus de inclinação de todos os principais terrenos geológicos da Lua numa escala de 100 m, além de determinar como a crosta lunar foi deformada, entender melhor a mecânica das crateras geradas por impactos e planear melhor futuras missões à Lua, tripuladas ou não.
LROC WAC color shaded relief of
the lunar farside. (Credit: NASA's Goddard Space Flight
Center/DLR/ASU)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A casa sustentável de Simon Dale
Simon Dale
não tinha nenhuma experiência em carpintaria nem arquitetura mas, mesmo assim, conseguiu construir com as suas próprias mãos e a ajuda do sogro, uma casa totalmente sustentável com madeira reaproveitada e outros objectos que já tinham sido descartados de outras pessoas tais como, janelas e tubagens.
Com um custo total de cerca de 3.000£, muito abaixo do que teria de pagar se tivesse encomendado a obra a outros, a sua nova casa familiar numa bonita região verde da Escócia, ficou pronta em 4 meses e tem uma clarabóia no telhado para permitir a entrada de luz natural e painéis solares.
Os WCs utilizam técnicas de compostagem e a água do telhado.
“Esta construção parte de uma visão de vida que causa pouco impacto ao meio ambiente. Ela baseia-se no conceito de viver em harmonia com o mundo natural e nós mesmos, fazendo as coisas de maneira simples”, afirmou Dale ao jornal "Daily Mail".
Para Dale, durante a construção houve momentos de muita exaustão, porém a satisfação e o incentivo das pessoas venceram esse cansaço. A casa, inclusive, foi apelidada pelos vizinhos como "Hobbit", numa referência às casas da ficção produzida por J. R.R Tolkien nos livros "O Hobbit" e "O Senhor dos Aneis".
Fonte do artigo:
http://www.simondale.net/house/index.htm
Fonte das imagens:
http://lammas.org.uk/lowimpact/gallery.htm
Com um custo total de cerca de 3.000£, muito abaixo do que teria de pagar se tivesse encomendado a obra a outros, a sua nova casa familiar numa bonita região verde da Escócia, ficou pronta em 4 meses e tem uma clarabóia no telhado para permitir a entrada de luz natural e painéis solares.
Os WCs utilizam técnicas de compostagem e a água do telhado.
“Esta construção parte de uma visão de vida que causa pouco impacto ao meio ambiente. Ela baseia-se no conceito de viver em harmonia com o mundo natural e nós mesmos, fazendo as coisas de maneira simples”, afirmou Dale ao jornal "Daily Mail".
Para Dale, durante a construção houve momentos de muita exaustão, porém a satisfação e o incentivo das pessoas venceram esse cansaço. A casa, inclusive, foi apelidada pelos vizinhos como "Hobbit", numa referência às casas da ficção produzida por J. R.R Tolkien nos livros "O Hobbit" e "O Senhor dos Aneis".
Fonte do artigo:
http://www.simondale.net/house/index.htm
Fonte das imagens:
http://lammas.org.uk/lowimpact/gallery.htm
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Peixe usa pedras como ferramenta
Quando o biólogo marinho, Scott Gardner estava a mergulhar na Grande Barreira de Coral, ouviu um som estranho.
De imediato pegou na camera e ainda foi a tempo de tirar algumas fotos duma truta-do-alto (Notolabrus inscriptus) a esmagar um pequeno molusco contra uma pedra para chegar à sua carne.
Embora os cientistas saibam há cerca de 50 anos que uma dúzia de espécies de peixes usam rochas como ferramentas, esta, foi a primeira vez que alguém testemunhou de perto e gravou o ato com uma câmera.
"Eu fiquei surpreendido apenas com a qualidade das imagens. O peixe não pareceu preocupado por alguém estar ali sentado a tirar-lhe fotografias" disse Culum Brown, um biólogo marinho da Universidade Macquarie que co-escreveu um artigo (article about the findings) sobre achados com Gardner. " É óbvio para qualquer um que veja estas fotografias que este é um peixe esperto a fazer coisas inteligentes".
O peixe quebra o berbigão (um tipo de molusco) contra a rocha, usando-a como uma bigorna, e não como um martelo, o que ainda se encaixa claramente na definição de uso de ferramenta.
Dito isso, Culum Brown, um biólogo especializado em peixe, admitiu que é complicado definir “ferramenta” para os peixes.
A definição para a identificação de animais que usam ferramentas foi escrita por primatólogos que observaram o comportamento de macacos e símios na selva.
As pistas visuais – picar coisas com uma vara, atingir algo com uma pedra, etc – não necessariamente se traduzem em ambientes subaquáticos.
Os peixes não têm mãos e não operam em um ambiente terrestre.
Por exemplo, se você tentar balançar algo debaixo d’água, terá muita resistência. E mesmo se você pegar uma rocha embaixo de água, verá que ela pesa apenas uma fração do que pesa sobre a terra.
“Então, os tipos de coisas que você vê os chimpanzés a fazerem não iriam funcionar debaixo de água”, explica Brown.
O especialista afirma, entretanto, que o peixe estava a usar a pedra o mais apropriadamente possível para o ambiente, o que demonstra inteligência.
“Obviamente, o peixe está a manipular a ferramenta de alguma forma – ele segura o berbigão de uma forma particular, e o choca contra um lugar muito particular sobre a bigorna, a parte mais pontuda. O peixe não está ‘vagando sem rumo’, simplesmente a fazer lançamentos de moluscos contra qualquer rocha; ele está a visar a ferramenta para obter o efeito máximo dela”, argumenta.
A lista de animais que demonstram um comportamento de uso de ferramentas tem crescido recentemente e já inclui até polvos, corvos, papagaios e insetos, juntamente com primatas e golfinhos.
Brown espera que o peixe possa em breve ser considerado parte desse grupo.
“Estamos a trabalhar na criação de uma nova definição da cognição dos peixes, e estamos a descobrir que há pouca diferença entre estes animais; eles são apenas inteligentes em coisas diferentes”, afirma.
Fonte : Life´sLitleMysteries
De imediato pegou na camera e ainda foi a tempo de tirar algumas fotos duma truta-do-alto (Notolabrus inscriptus) a esmagar um pequeno molusco contra uma pedra para chegar à sua carne.
Embora os cientistas saibam há cerca de 50 anos que uma dúzia de espécies de peixes usam rochas como ferramentas, esta, foi a primeira vez que alguém testemunhou de perto e gravou o ato com uma câmera.
"Eu fiquei surpreendido apenas com a qualidade das imagens. O peixe não pareceu preocupado por alguém estar ali sentado a tirar-lhe fotografias" disse Culum Brown, um biólogo marinho da Universidade Macquarie que co-escreveu um artigo (article about the findings) sobre achados com Gardner. " É óbvio para qualquer um que veja estas fotografias que este é um peixe esperto a fazer coisas inteligentes".
O peixe quebra o berbigão (um tipo de molusco) contra a rocha, usando-a como uma bigorna, e não como um martelo, o que ainda se encaixa claramente na definição de uso de ferramenta.
Dito isso, Culum Brown, um biólogo especializado em peixe, admitiu que é complicado definir “ferramenta” para os peixes.
A definição para a identificação de animais que usam ferramentas foi escrita por primatólogos que observaram o comportamento de macacos e símios na selva.
As pistas visuais – picar coisas com uma vara, atingir algo com uma pedra, etc – não necessariamente se traduzem em ambientes subaquáticos.
Os peixes não têm mãos e não operam em um ambiente terrestre.
Por exemplo, se você tentar balançar algo debaixo d’água, terá muita resistência. E mesmo se você pegar uma rocha embaixo de água, verá que ela pesa apenas uma fração do que pesa sobre a terra.
“Então, os tipos de coisas que você vê os chimpanzés a fazerem não iriam funcionar debaixo de água”, explica Brown.
O especialista afirma, entretanto, que o peixe estava a usar a pedra o mais apropriadamente possível para o ambiente, o que demonstra inteligência.
“Obviamente, o peixe está a manipular a ferramenta de alguma forma – ele segura o berbigão de uma forma particular, e o choca contra um lugar muito particular sobre a bigorna, a parte mais pontuda. O peixe não está ‘vagando sem rumo’, simplesmente a fazer lançamentos de moluscos contra qualquer rocha; ele está a visar a ferramenta para obter o efeito máximo dela”, argumenta.
A lista de animais que demonstram um comportamento de uso de ferramentas tem crescido recentemente e já inclui até polvos, corvos, papagaios e insetos, juntamente com primatas e golfinhos.
Brown espera que o peixe possa em breve ser considerado parte desse grupo.
“Estamos a trabalhar na criação de uma nova definição da cognição dos peixes, e estamos a descobrir que há pouca diferença entre estes animais; eles são apenas inteligentes em coisas diferentes”, afirma.
Fonte : Life´sLitleMysteries
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Espectacular erupção submarina filmada- A mais profunda até agora.
Pesquisadores testemunharm uma espetacular explosão de fogo do vulcão debaixo de água, e capturaram-na em vídeo.
Acredita-se que seja a erupção vulcânica mais profundo do oceano, já registrada.
As explosões subaquáticas no oceano Pacífico, em Maio deste ano foram registrados usando um veículo que funciona controlado remotamente.
Sob o som dos motores do veículo, gravados por um hidrofone, pode ouvir-se os sons abafados das explosões, ainda audíveis a 4.000 pés de profundidade no oceano.
Uma equipe da expedição, que incluiu pesquisadores da Universidade de Washington e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, realizou as observações numa área do Pacífico delimitada pelas ilhas de Samoa, Tonga e Fiji.
A erupção foi a sudeste de Samoa.
Um dos cientistas chamou à explosão um 4 de Julho submarino.
Imagens mostram grandes bolhas de lava brilhante e vermelha, derretida com cerca de três metros de diâmetro a espalhar-se pelo fundo do mar.
Este vulcão eleva-se a mais de uma milha do chão do oceano.
A sua área eruptiva tem o comprimento de um campo de futebol e produz lava Boninite que, se acredita estar entre as mais quentes de todas as erupções na Terra nos tempos modernos.
Os investigadores acreditam que eles têm uma oportunidade única para estudar a formação do magma e de como a Terra recicla material onde as placas tectônicas deslizam umas contra as outras.
Um microbiologista da equipe encontrou diversos micróbios nas condições extremas, e observaram uma pequena espécie de camarão prosperando.
Ele acredita ser a mesma espécie de camarão encontrado noutras zonas eruptivas a mais de 3.000 quilômetros de distância.
Os cientistas da missão acreditam que 80 por cento da atividade eruptiva na Terra ocorre no oceano, e é também lá que existem mais vulcões.
Mas até esta descoberta da NOAA e da National Science Foundation que tinha tinha patrocinado esta pesquisa por vulcões submarinos durante 25 anos, nunca tinham conseguido observar uma erupção do oceano profundo como esta, que agora ficou gravada para todos nós a podermos ver.
Fonte : National Geographic
Veja o vídeo :
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Cientistas transformaram gordura má em gordura boa
Cientistas dizem ter encontrado uma maneira de transformar gordura corporal num melhor tipo de gordura que queima calorias e promove a perda de peso.
A equipe americana de Johns Hopkins fez a descoberta em ratos, mas acredita que o mesmo poderia ser feito em seres humanos, oferecendo a esperança de uma nova maneira de tratar a obesidade.
Modificando a expressão de uma proteína ligada ao apetite não só reduziu o consumo dos animais de calorias e de peso, mas também transformou a sua composição de gordura.
Gordura "má" branca tornou-se em gordura "boa".
A gordura marrom é abundante em bebês, que usam como fonte de energia para gerar calor corporal, gastando calorias, ao mesmo tempo.
Mas à medida que envelhecemos a nossa gordura marrom desaparece em grande parte e é substituída por gordura "má" branca, que normalmente se sente como um pneu sobressalente em torno da cintura.
Especialistas acreditam que estimular o organismo a produzir mais gordura marrom em vez de gordura branca poderia ser uma maneira útil de controlar o peso e prevenir a obesidade e os problemas relacionados com a saúde, como diabetes tipo 2.
Várias pesquisas procuraram uma maneira de fazer isso, e agora certos pesquisadores afirmam que podem ter conseguido. Eles planearam uma experiência para ver se suprimir uma proteína estimulante de apetite, chamada NPY, diminuiria o peso corporal em ratos.
Sem a NPY a trabalhar no cérebro dos ratos, eles diminuiram o apetite e a ingestão alimentar. Mesmo quando eles foram alimentados com uma dieta muito rica em gordura, conseguiram manter mais o peso do que ratos que tinham pleno funcionamento da NPY.
Os cientistas compararam então a composição da gordura dos ratos e encontraram uma mudança interessante: sem a expressão da NPY, um tanto da gordura ruim branca tinha sido substituída pela gordura marrom boa.
Os pesquisadores têm esperanças de que isso possa ser possível nos humanos, também.
Através da injeção de células-tronco de gordura marrom sob a pele, para queimar a gordura branca e estimular a perda de peso, o mesmo efeito pode ser alcançado.
Claro que mais pesquisas são necessárias antes de confirmarem essas suspeitas, mas a nova abordagem pode ser um caminho viável para desenvolver novos tratamentos para a obesidade.
[BBC]
domingo, 3 de abril de 2011
Papiro - Como se faz
Dentro do lema em que acredito que o saber nunca ocupa lugar, trago aqui hoje uma curiosidade que, hoje em dia já poucos utilizam mas que é bastante interessante e, com as voltas que a vida dá, nunca se sabe se um dia voltaremos a precisar de o fabricar de novo.
Trata-se do Papiro e, nada melhor do que imagens para explicar o que é, para que serve e como se faz.
Para tal veja este vídeo:
Trata-se do Papiro e, nada melhor do que imagens para explicar o que é, para que serve e como se faz.
Para tal veja este vídeo:
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Os 8 andróides mais estarrecedores do mundo
A ficção científica previu os andróides há muitos anos e os cientistas trabalham afincadamente para criar humanos artificiais há décadas.
Veja alguns dos exemplos mais realistas e bizarros de máquinas com características estranhamente humanas.
Acima você pode ver um estranho bebezão robótico que “aprende” expressões faciais, fala e movimentos com suas experiências e com humanos.
Acima você pode ver uma cabeça robótica com características muito realísticas. Se não fosse o fato de estar pendurada e ter a boca “vazada” nós nem perceberíamos que não é uma pessoa real.
Acima você vê um garoto robótico criado no Dubai.
A Alice, criada na Suíça imita diversas expressões faciais humanas
Esta garota robótica deve estar roubando o coração de muitos japoneses solitários
.
O bebé robótico acima tem um aspecto assustadoramente realista
.
A medonha moça robótica acima que parece estar em extrema agonia foi criada para um filme.
Será que é um robô ou um humano? Este impressionante andróide chama-se Jules, um robô conversador criado por David Hanson.
Os seus robôs podem desenvolver empatia e relacionamentos com humanos, entendem linguagem além de ler as expressões faciais das pessoas e lembrar daqueles com os quais interage.
Europeus fornecem o mais exacto modelo da gravidade na Terra
Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.
Os cientistas agora detêm um dos mais exactos modelo geoide (protótipo mais aproximado do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos.| ESA/HPF/DLR | ||
| Modelo da gravidade na Terra fornecerá dados oceanográficos e da estrutura interna do planeta |
A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha) --para ver uma versão animada, clique aqui.
No estudo apresentado pela ESA, com imagens fornecidas pelo satélite Goce (sigla em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e do Campo Gravitacional), considerou-se a gravidade do geoide sem a acção de marés e de correntes oceânicas.
O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.
Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta --como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitude e que podem provocar danos devastadores, como aconteceu com o Japão no sismo de 11 de Março.
Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectónicas ocorre abaixo do nível dos oceanos.
Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto e, quem sabe, antecipar sua ocorrência.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
GFAJ-1 A bactéria alienígena
Para quem esperava por ETs, a decepção foi geral.
Mesmo quem especulou sobre bactérias extraterrestres deve ter ficado desencantado porque, apesar de tudo o que foi descoberto, este microorganismo é uma forma de vida terrestre que vive no lago salgado Mono na Califórnia.
A espécie pode ser considerada “alienígena” quando comparada com todo tipo de seres vivos que o homem conhece.
Descoberta por pesquisadores da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), ela substitui o fósforo, elemento essencial para a geração de energia, pelo arsênico, um elemento extremamente tóxico aos organismos vivos.
Apenas 6 elementos químicos são essenciais para todos os elementos vivos na Terra: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre designados quimicamente pelas letras: CHNOPS.
A GFAJ-1 substitui o fósforo pelo arsênico em sua composição do DNA.
No entanto, o fósforo não é um elemento qualquer. Ele faz parte da molécula de DNA, que contém as características de cada ser vivo, e é o responsável pela geração de energia no metabolismo celular.
A bactéria foi encontrada em um lago na Califórnia, chamado Monolake, altamente contaminado por arsênico, substância altamente tóxica para todos os organismos vivos do planeta.
Algumas espécies de algas e bactérias, chamadas de extremófilas até vivem em um espaço muito tóxico, porém o arsênico não faz parte de constituição orgânica.
O arsênico é um elemento venenoso para a maioria dos seres vivos. Quando um humano é contaminado por esta substância as suas células sofrem morte por asfixia e o tecido consequentemente, morre por necrose.
A descoberta aponta a hipótese de que noutros planetas podem existir formas de vidas que não precisem de água ou de outra substância, sendo essas,substituídas por qualquer coisa que não conhecemos.
É exactamente isso que pensa Felisa, a cientista que descobriu a bactéria.
"Esta história não é sobre arsênio ou sobre o Lago Mono," diz ela. "Se alguma coisa aqui na Terra faz algo tão inesperado, o que poderá fazer a vida que nós ainda não conhecemos? Este é o momento de descobrir.
Bibliografia:
A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus
Felisa Wolfe-Simon, Jodi Switzer Blum, Thomas R. Kulp, Gwyneth W. Gordon, Shelley E. Hoeft, Jennifer Pett-Ridge, John F. Stolz, Samuel M. Webb, Peter K. Weber, Paul C. W. Davies, Ariel D. Anbar, Ronald S. Oremland
Science
2 December 2010
Mesmo quem especulou sobre bactérias extraterrestres deve ter ficado desencantado porque, apesar de tudo o que foi descoberto, este microorganismo é uma forma de vida terrestre que vive no lago salgado Mono na Califórnia.
Batizada de GFAJ-1, esta bactéria revolucionou tudo o que se sabe sobre vida no planeta.
A espécie pode ser considerada “alienígena” quando comparada com todo tipo de seres vivos que o homem conhece.
Descoberta por pesquisadores da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), ela substitui o fósforo, elemento essencial para a geração de energia, pelo arsênico, um elemento extremamente tóxico aos organismos vivos.
Apenas 6 elementos químicos são essenciais para todos os elementos vivos na Terra: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre designados quimicamente pelas letras: CHNOPS.
A GFAJ-1 substitui o fósforo pelo arsênico em sua composição do DNA.
No entanto, o fósforo não é um elemento qualquer. Ele faz parte da molécula de DNA, que contém as características de cada ser vivo, e é o responsável pela geração de energia no metabolismo celular.
A bactéria foi encontrada em um lago na Califórnia, chamado Monolake, altamente contaminado por arsênico, substância altamente tóxica para todos os organismos vivos do planeta.
Algumas espécies de algas e bactérias, chamadas de extremófilas até vivem em um espaço muito tóxico, porém o arsênico não faz parte de constituição orgânica.
O arsênico é um elemento venenoso para a maioria dos seres vivos. Quando um humano é contaminado por esta substância as suas células sofrem morte por asfixia e o tecido consequentemente, morre por necrose.
A descoberta aponta a hipótese de que noutros planetas podem existir formas de vidas que não precisem de água ou de outra substância, sendo essas,substituídas por qualquer coisa que não conhecemos.
É exactamente isso que pensa Felisa, a cientista que descobriu a bactéria.
"Esta história não é sobre arsênio ou sobre o Lago Mono," diz ela. "Se alguma coisa aqui na Terra faz algo tão inesperado, o que poderá fazer a vida que nós ainda não conhecemos? Este é o momento de descobrir.
Bibliografia:
A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus
Felisa Wolfe-Simon, Jodi Switzer Blum, Thomas R. Kulp, Gwyneth W. Gordon, Shelley E. Hoeft, Jennifer Pett-Ridge, John F. Stolz, Samuel M. Webb, Peter K. Weber, Paul C. W. Davies, Ariel D. Anbar, Ronald S. Oremland
Science
2 December 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Bem vindo à Estação Espacial Internacional ( IIS )
A Estação Espacial Internacional (ISS) é um centro de pesquisa desenvolvido internacionalmente, que está a ser montada em órbita baixa da Terra. A sua construção começou em 1998 e preve-se que fique concluida até 2011. O seu funcionamento deverá manter-se pelo menos até 2015 ou 2020 provavelmente.
Com uma massa maior que a de qualquer estação espacial anterior, a ISS pode ser vista da Terra a olho nu, e, a partir de 2010, é o maior satélite artificial a orbitar a Terra.
A ISS serve como um laboratório de pesquisa que tem um ambiente de microgravidade, no qual as tripulações realizam experiências em biologia, biologia humana, física, astronomia e meteorologia.
A estação possui um ambiente exclusivo para o teste dos sistemas de espaçonaves que serão necessários para missões à Lua e a Marte.
aA ISS é operado pela tripulação da Expedição, e tem sido permanentemente assistida desde Novembro de 2000 com uma presença ininterrupta de humanos no espaço durante os últimos nove anos.
A ISS é uma síntese de vários projectos da estação espacial que inclui a Freedon americana, o soviético / russo Mir-2, o europeu Columbus e o japonês Kibo.
Os constrangimentos orçamentais levaram à fusão desses projetos num único programa multi-nacional.
O projeto da ISS começou em 1994 com o programa Shuttle-Mir, e o primeiro módulo da estação, Zarya, foi lançado em 1998 pela Rússia.
Assembly continua como módulos pressurizados, treliças externas e outros componentes são lançados pela nave espacial norte-americana e os foguetes russos Proton e Soyuz.
Em Novembro de 2009, a estação era composta por 11 módulos pressurizados e uma ampla estrutura de treliça integrado (ITS). A alimentação é fornecida por 16 painéis solares montados na armação externa, além de quatro matrizes menores nos módulos russos.
A estação é mantida numa órbita entre os 278 km (173 milhas ) e 460 km (286 milhas) de altitude, e viaja a uma velocidade média de 27.724 quilômetros por a hora (17,227 mph), totalizando 15,7 órbitas por dia.
Como um projeto conjunto entre as cinco agências espaciais dos participantes, as secções da estação são controlados por centros de controle de missão no terreno operado pela American National Aeronautics and Space Administration (NASA), a Agência Espacial Federal Russa (RKA), a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), da Agência Espacial Canadense (CSA) e da Agência Espacial Europeia (ESA).
A posse e o uso da estação espacial é estabelecida em acordos intergovernamentais e acordos que permitem que a Federação Russa para reter a propriedade plena de seus próprios módulos, com o restante da estação repartido entre os outros parceiros internacionais.
O custo da estação, foi estimado pela ESA de € 100 bilhões ao longo de 30 anos e, embora as estimativas variam de 35 bilhões de dólares para 160 bilhões de dólares, a ISS é considerada o objeto mais caro já construído. O financiamento, a investigação e as capacidades técnicas de concepção do programa ISS tem sido criticados por causa do seu alto custo.
A estação é servida pela nave Soyuz, nave Progress, naves espaciais, o Veículo Automatizado de Transferência e do H-II Transfer Vehicle, e foi visitada por astronautas e cosmonautas de 15 nações diferentes.
Assista aqui a um filme de apresentação da ISS.
Não é legendado mas as imagens valem por mil palavras :-)
Em caso de dificuldade para assistir ao filme , use o link : http://www.youtube.com/watch?v=H8rHarp1GEE&feature=topvideos
Com uma massa maior que a de qualquer estação espacial anterior, a ISS pode ser vista da Terra a olho nu, e, a partir de 2010, é o maior satélite artificial a orbitar a Terra.
A ISS serve como um laboratório de pesquisa que tem um ambiente de microgravidade, no qual as tripulações realizam experiências em biologia, biologia humana, física, astronomia e meteorologia.
A estação possui um ambiente exclusivo para o teste dos sistemas de espaçonaves que serão necessários para missões à Lua e a Marte.
aA ISS é operado pela tripulação da Expedição, e tem sido permanentemente assistida desde Novembro de 2000 com uma presença ininterrupta de humanos no espaço durante os últimos nove anos.
A ISS é uma síntese de vários projectos da estação espacial que inclui a Freedon americana, o soviético / russo Mir-2, o europeu Columbus e o japonês Kibo.
Os constrangimentos orçamentais levaram à fusão desses projetos num único programa multi-nacional.
O projeto da ISS começou em 1994 com o programa Shuttle-Mir, e o primeiro módulo da estação, Zarya, foi lançado em 1998 pela Rússia.
Assembly continua como módulos pressurizados, treliças externas e outros componentes são lançados pela nave espacial norte-americana e os foguetes russos Proton e Soyuz.
Em Novembro de 2009, a estação era composta por 11 módulos pressurizados e uma ampla estrutura de treliça integrado (ITS). A alimentação é fornecida por 16 painéis solares montados na armação externa, além de quatro matrizes menores nos módulos russos.
A estação é mantida numa órbita entre os 278 km (173 milhas ) e 460 km (286 milhas) de altitude, e viaja a uma velocidade média de 27.724 quilômetros por a hora (17,227 mph), totalizando 15,7 órbitas por dia.
Como um projeto conjunto entre as cinco agências espaciais dos participantes, as secções da estação são controlados por centros de controle de missão no terreno operado pela American National Aeronautics and Space Administration (NASA), a Agência Espacial Federal Russa (RKA), a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), da Agência Espacial Canadense (CSA) e da Agência Espacial Europeia (ESA).
A posse e o uso da estação espacial é estabelecida em acordos intergovernamentais e acordos que permitem que a Federação Russa para reter a propriedade plena de seus próprios módulos, com o restante da estação repartido entre os outros parceiros internacionais.
O custo da estação, foi estimado pela ESA de € 100 bilhões ao longo de 30 anos e, embora as estimativas variam de 35 bilhões de dólares para 160 bilhões de dólares, a ISS é considerada o objeto mais caro já construído. O financiamento, a investigação e as capacidades técnicas de concepção do programa ISS tem sido criticados por causa do seu alto custo.
A estação é servida pela nave Soyuz, nave Progress, naves espaciais, o Veículo Automatizado de Transferência e do H-II Transfer Vehicle, e foi visitada por astronautas e cosmonautas de 15 nações diferentes.
Assista aqui a um filme de apresentação da ISS.
Não é legendado mas as imagens valem por mil palavras :-)
Em caso de dificuldade para assistir ao filme , use o link : http://www.youtube.com/watch?v=H8rHarp1GEE&feature=topvideos
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A marmita solar
Com a crise financeira que nos atormenta muita gente começou a fazer cortes nas despesas que habitualmente fazia em necessidades até muito básicas.
É o caso das refeições na rotina diária quando se trabalha.
Até agora muita gente deslocava-se a uma lanchonete ou restaurante para se alimentar mas, com o dinheiro cada vez mais curto dentro das carteiras, alternativas começaram a ser repensadas e as marmitas levadas de casa retomaram um protagonismo que já tinham tido há bastantes anos atrás.
Face a essa necessidade, designares estão a recriar essas peças com visuais modernos e adaptados às novas tecnologias de um mundo que se quer cada vez mais verde.
A Sunflower Lunchbox é, com certeza, uma bela ideia verde.
Num formato super fofo de flor, os seus painéis repletos de células solares armazenam energia numa bateria interna.
Basta então accionar um botão para aquecer ou arrefecer, individualmente, os itens em cada compartimento. Existe um controle de temperatura para cada área, o que é super prático para quem quer uma sopa quentinha e uma fruta gelada de sobremesa .
E o melhor: não precisa de tomada.
Basta colocá-la na janela.
É o caso das refeições na rotina diária quando se trabalha.
Até agora muita gente deslocava-se a uma lanchonete ou restaurante para se alimentar mas, com o dinheiro cada vez mais curto dentro das carteiras, alternativas começaram a ser repensadas e as marmitas levadas de casa retomaram um protagonismo que já tinham tido há bastantes anos atrás.
Face a essa necessidade, designares estão a recriar essas peças com visuais modernos e adaptados às novas tecnologias de um mundo que se quer cada vez mais verde.
A Sunflower Lunchbox é, com certeza, uma bela ideia verde.
Num formato super fofo de flor, os seus painéis repletos de células solares armazenam energia numa bateria interna.
Basta então accionar um botão para aquecer ou arrefecer, individualmente, os itens em cada compartimento. Existe um controle de temperatura para cada área, o que é super prático para quem quer uma sopa quentinha e uma fruta gelada de sobremesa .
Na hora de comer, ou se servir, dá para remover cada uma das partes individualmente, porque elas são projetadas para que o circuito só funcione com a tampa fechada. E o melhor: não precisa de tomada.
Basta colocá-la na janela.
A idéia da designer Edita Barabas está na Yanko Design.
E então... não quer adoptar esta ideia para si também?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Terapia de choque para deficiência matemática
Imagine como seria se você pudesse desenvolver uma habilidade sem fazer qualquer esforço.
Para isso, bastaria submeter-se a algumas sessões de choque no cérebro.
Pode parecer ficção científica, mas não é.
Cientistas britânicos aperfeiçoaram o desempenho matemático de 15 pessoas ao aplicar numa região específica dos seus cérebros uma corrente elétrica fraca e constante.
A pesquisa foi publicada esta semana na versão on-line da revista Current Biology.
Ao longo de seis dias, os voluntários – estudantes universitários com idades entre 20 e 22 anos – passaram por seis sessões de choque, cada uma com duas horas de duração.
A estimulação transcraniana por corrente contínua – nome da técnica usada – foi combinada ao ensino de uma série de símbolos que os participantes nunca tinham visto e que representavam números.
A melhora da habilidade numérica dos voluntários durou seis meses.
Ao fim do procedimento, os voluntários conseguiram relacionar os símbolos aos números verdadeiros e ordená-los de forma linear e crescente.
A evolução da habilidade numérica do grupo foi comprovada por um método padrão usado para avaliação de competência.
Segundo os pesquisadores, o efeito durou seis meses.
"Não estou a aconselhar que as pessoas andem por aí a levar choques elétricos, mas estamos extremamente animados com o potencial dos nossos resultados", pondera um dos autores do artigo, Roi Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford (Inglaterra), em comunicado à imprensa.
Técnica segura e não invasiva
A técnica foi aplicada ao lobo parietal dos voluntários, uma área cerebral fundamental para a compreensão numérica.
Os cientistas garantem que o procedimento não afeta outras funções cognitivas do cérebro, por se tratar de uma estimulação não invasiva e estudada há mais de dez anos.
A equipe já havia usado outro método de estimulação cerebral para induzir temporariamente a discalculia, uma desordem neurológica que afeta a compreensão numérica.
"Agora descobrimos que a corrente também pode ser capaz de tornar alguém melhor em matemática”, afirma Kadosh.
Cerca de 20% da população mundial apresentam alguma deficiência matemática.
Segundo os pesquisadores, cerca de 20% da população mundial apresentam alguma deficiência matemática ou tiveram a sua habilidade prejudicada em decorrência de doenças degenerativas ou derrames.
Kadosh destaca que a falta de habilidade matemática é frequentemente associada ao desemprego, ordenados baixos, depressão e baixa auto-estima.
“Pessoas com grave deficiência numérica muitas vezes não conseguem gerenciar tarefas básicas, como entender os rótulos dos alimentos”, diz.
“A estimulação elétrica não transforma as pessoas em Albert Einstein, mas pode ser capaz de ajudá-las a lidar melhor com a matemática”, avalia.
Bruna Ventura
Ciência Hoje On-line
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Minha opinão:
Ora aqui está uma notícia chocante ! :-)
Em Portugal a matemática é um problema que está por resolver há muito tempo e, na minha óptica é uma equação quase impossível.
Senão vejamos...
*Os alunos portugueses estudam pouco
*A maioria tem preconceitos com os professores da disciplina.
*Têm preconceito com a disciplina.
*Faltam-lhes noções básicas
*Não conseguem estabelecer a ligação entre o conteúdo e a prática
*Não consideram a disciplina importante
*Os professores não ensinam com a metodologia adequada
*Os professores avaliam baseados no resultado e não nos processos, causando medo da avaliação e preconceito com a disciplina
*Os professores não têm conhecimentos suficientes
E por último, a própria definição da ciência diz tudo :
A Matemática é uma ciência que tem por objeto de estudo as relações entre os números, as formas, as grandezas e as operações entre estes elementos.
Para perceber isto, a própria história tinha de ter sido diferente porque nas culturas antigas o conhecimento era privilégio de poucos e o conhecimento gerava e gera poder.
Foi dessa forma que nasceu o preconceito de que a Matemática é um conhecimento direccionado apenas a poucos indivíduos talentosos.
Se mudarem tudo isto ninguém precisa de choques
É um problema obtuso, sem dúvida mas tem solução se formos até à raiz ( quadrada )
:-)
Para isso, bastaria submeter-se a algumas sessões de choque no cérebro.
Pode parecer ficção científica, mas não é.
Cientistas britânicos aperfeiçoaram o desempenho matemático de 15 pessoas ao aplicar numa região específica dos seus cérebros uma corrente elétrica fraca e constante.
A pesquisa foi publicada esta semana na versão on-line da revista Current Biology.
Ao longo de seis dias, os voluntários – estudantes universitários com idades entre 20 e 22 anos – passaram por seis sessões de choque, cada uma com duas horas de duração.
A estimulação transcraniana por corrente contínua – nome da técnica usada – foi combinada ao ensino de uma série de símbolos que os participantes nunca tinham visto e que representavam números.
A melhora da habilidade numérica dos voluntários durou seis meses.
Ao fim do procedimento, os voluntários conseguiram relacionar os símbolos aos números verdadeiros e ordená-los de forma linear e crescente.
A evolução da habilidade numérica do grupo foi comprovada por um método padrão usado para avaliação de competência.
Segundo os pesquisadores, o efeito durou seis meses.
"Não estou a aconselhar que as pessoas andem por aí a levar choques elétricos, mas estamos extremamente animados com o potencial dos nossos resultados", pondera um dos autores do artigo, Roi Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford (Inglaterra), em comunicado à imprensa.
Técnica segura e não invasiva
A técnica foi aplicada ao lobo parietal dos voluntários, uma área cerebral fundamental para a compreensão numérica.
Os cientistas garantem que o procedimento não afeta outras funções cognitivas do cérebro, por se tratar de uma estimulação não invasiva e estudada há mais de dez anos.
A equipe já havia usado outro método de estimulação cerebral para induzir temporariamente a discalculia, uma desordem neurológica que afeta a compreensão numérica.
"Agora descobrimos que a corrente também pode ser capaz de tornar alguém melhor em matemática”, afirma Kadosh.
Cerca de 20% da população mundial apresentam alguma deficiência matemática.
Segundo os pesquisadores, cerca de 20% da população mundial apresentam alguma deficiência matemática ou tiveram a sua habilidade prejudicada em decorrência de doenças degenerativas ou derrames.
Kadosh destaca que a falta de habilidade matemática é frequentemente associada ao desemprego, ordenados baixos, depressão e baixa auto-estima.
“Pessoas com grave deficiência numérica muitas vezes não conseguem gerenciar tarefas básicas, como entender os rótulos dos alimentos”, diz.
“A estimulação elétrica não transforma as pessoas em Albert Einstein, mas pode ser capaz de ajudá-las a lidar melhor com a matemática”, avalia.
Bruna Ventura
Ciência Hoje On-line
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Minha opinão:
Ora aqui está uma notícia chocante ! :-)
Em Portugal a matemática é um problema que está por resolver há muito tempo e, na minha óptica é uma equação quase impossível.
Senão vejamos...
*Os alunos portugueses estudam pouco
*A maioria tem preconceitos com os professores da disciplina.
*Têm preconceito com a disciplina.
*Faltam-lhes noções básicas
*Não conseguem estabelecer a ligação entre o conteúdo e a prática
*Não consideram a disciplina importante
*Os professores não ensinam com a metodologia adequada
*Os professores avaliam baseados no resultado e não nos processos, causando medo da avaliação e preconceito com a disciplina
*Os professores não têm conhecimentos suficientes
E por último, a própria definição da ciência diz tudo :
A Matemática é uma ciência que tem por objeto de estudo as relações entre os números, as formas, as grandezas e as operações entre estes elementos.
Para perceber isto, a própria história tinha de ter sido diferente porque nas culturas antigas o conhecimento era privilégio de poucos e o conhecimento gerava e gera poder.
Foi dessa forma que nasceu o preconceito de que a Matemática é um conhecimento direccionado apenas a poucos indivíduos talentosos.
Se mudarem tudo isto ninguém precisa de choques
É um problema obtuso, sem dúvida mas tem solução se formos até à raiz ( quadrada )
:-)
domingo, 7 de novembro de 2010
Discovery STS 131 - Mission
A missão STS-131 foi a número 131 do programa de naves espaciais, e que correspondeu com a 38° viagem da Discovery e a 33° rumo à ISS. A tripulação completou, ao todo, 238 órbitas ao redor do planeta e percorreu mais de 10 milhões de quilômetros.
O Discovery passou 10 dias na estação espacial, um projeto de 100 bilhões de dólares de 16 nações a ser completado neste ano depois de mais de uma década de construção a 352 quilômetros da Terra.
A nave espacial entregou um sistema de arrefecimento de amônio, experimentos científicos, uma quarta cama para dormir e uma câmara escura para observações da Terra e estudos astronômicos do laboratório Destiny
A Atlantis despediu-se em Maio. A Endeavour, em Julho. A última missão da frota foi em Setembro, Com a Discovery. A partir daqui, a “ponte aérea” tripulada para a ISS vai depender das naves russas Soyuz.
Fotos da missão STS 131 - Discovery
O Discovery passou 10 dias na estação espacial, um projeto de 100 bilhões de dólares de 16 nações a ser completado neste ano depois de mais de uma década de construção a 352 quilômetros da Terra.
A nave espacial entregou um sistema de arrefecimento de amônio, experimentos científicos, uma quarta cama para dormir e uma câmara escura para observações da Terra e estudos astronômicos do laboratório Destiny
A Atlantis despediu-se em Maio. A Endeavour, em Julho. A última missão da frota foi em Setembro, Com a Discovery. A partir daqui, a “ponte aérea” tripulada para a ISS vai depender das naves russas Soyuz.
Fotos da missão STS 131 - Discovery
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